CÂNCER DE BOCA

O câncer de boca é uma doença comum e sua incidência no mundo varia de país para país. No Brasil, nos deparamos com taxas elevadas. Segundo o INCA – Instituto Nacional do Câncer do Ministério da Saúde – o câncer de boca está entre os 10 tipos de câncer mais prevalentes.

O câncer de boca pode se desenvolver a partir de influências ambientais, particularmente as relacionadas ao estilo de vida, como: o constante uso do tabado, bebidas alcoólicas, muita exposição ao sol, má higiene bucal, dentes quebrados, próteses mal adaptadas, dieta pobre em vitaminas, em especial as vitaminas A, C e E.

Eliminando os fatores de risco, visitando regularmente o dentista e tendo uma dieta balanceada, rica em frutas e verduras frescas, dá para evitar esta enfermidade.

Como toda doença, quanto mais cedo for descoberta, maiores serão as chances de cura e sobrevida do paciente. A expectativa de cura do câncer de boca varia de 85% a 100% quando é diagnosticado e tratado em fase inicial. Para isto, deve-se ficar atento às feridas que não cicatrizam em 2 semanas; manchas brancas, vermelhas ou negras; carnes crescidas; caroços; bolinhas duras e inchaço na boca; dificuldade para movimentar a língua; sensação de dormência na língua e dificuldade para engolir. Diante de qualquer um desses sinais é necessário um exame mais detalhado realizado por um cirurgião-dentista.

HALITOSE

Também conhecida como o mau hálito, a halitose é algo que ocorre com frequência. É importante saber que a halitose pode manifestar-se por razões fisiológicas, o que requer apenas orientações, como por exemplo, a halitose matinal. Ou manifestar-se por razões patológicas, as quais necessitam de diagnóstico e tratamento.

As razões patológicas podem ser atribuídas a fatores locais, decorrentes da presença de saburra lingual, de feridas cirúrgicas, da doença cárie e da doença periodontal. Ou ainda, a fatores sistêmicos, como: diabetes, estresse, disfunções hepáticas, problemas gastrintestinais, doenças das vias aéreas, rinites, amidalites, faringite crônica, sinusite, entre outros.

Pesquisas científicas têm demonstrado que 87% dos casos diagnosticados de halitose são causados por problemas localizados na boca, tais como: acúmulo de bactérias na língua (saburra língual) ou problemas nas gengivas (doença periodontal). Apenas 13% das halitoses são causadas por fatores sistêmicos, sendo que destes, somente 1% apresenta origem gástrica e/ou intestinal.

A maneira mais simples de identificar a halitose é solicitar a um familiar ou amigo de confiança que faça uma avaliação. Caso você se sinta constrangido em pedir para alguém avaliá-lo, você deve procurar um dentista, que investigará as possíveis causas e direcionará o tratamento de acordo com a necessidade de cada paciente.

SAÚDE BUCAL DO BEBÊ

Os cuidados com a higiene bucal do bebê devem começar a partir do seu nascimento. É necessário que se remova o leite estagnado na cavidade bucal, massageie a gengiva e acostume-o à manipulação da boca. Nesta fase, a limpeza deve ser feita com gaze ou frauda embebida em água filtrada ou fervida, ou ainda, com dedeiras de silicone.

Com o nascimento dos primeiros dentes (por volta dos 6 meses), ocorrem notáveis diferenças na cavidade bucal e no padrão alimentar da criança. Deve-se, então, introduzir o uso das escovas dentais com cabeça pequena, cerdas macias, extremidades arredondadas e cabo de boa empunhadura, não sendo necessário o uso de creme dental.

Por volta dos 18 meses nascem os primeiros molares decíduos (dentes de leite posteriores). Nesta fase, ocorre uma maior susceptibilidade à cárie, por isso, deve ser iniciado o uso de cremes dentais infantis com flúor, em uma quantidade mínima, pois grande parte dele é ingerido, havendo o risco de ocorrer fluorose (aparecimento de pequenas manchas e linhas esbranquiçadas no esmalte dental). Para completar a higiene bucal da criança, deve ser utilizado fio dental infantil para familiarizá-lo com esse dispositivo.

O aleitamento materno também traz muitos benefícios. Mamando no peito, o bebê respira pelo nariz e é obrigado a morder, avançar e retrair a mandíbula (o queixo), propiciando o correto desenvolvimento muscular e esquelético da face, o que proporcionará a obtenção de uma boa oclusão dentária. Já a chupeta não é boa para a saúde bucal do bebê. Seu uso pode ser feito, mas de forma racional, preferencialmente quando a criança estiver adormecendo. Ao dormir, a chupeta deve ser removida lentamente.

Higiene de Próteses e Implantes